quarta-feira, 17 de julho de 2024

ARTIGO PARA A SENIUM: "STREAMPUNKS"


Sempre achei curioso a presença desse personagem, já denominado "influencer", ou influente. 
Uma nova espécie no mundo da comunicação de massa, a quem se atribui ser um gestor de opinião, ou seja, alguém com poder capaz de influenciar, ou criar opiniões ou conceitos! 
Um formador de opinião pública!!

Será que já chegamos a esse estágio de pauperismo intelectual?? Estamos precisando de alguém que nos diga o que devemos pensar, a respeito de algo, de um fato ou acontecimento?

Creio que podemos olhar, talvez, para um outro lado da questão.

Parece-me engendrado esse negócio de influencer!

Parece-me que se trata de um novo modelo de manipulação, que aposta na sua invisibilidade, tomando todos por tolos.

Mas tem sido sempre assim, haja vista como nascem as ideologias e como fazem rebanhos, sempre apostando na "ingenuidade", ou no despreparo assinalado pela indigência do conhecimento crítico.

Essa figura, do "influencer", chegou pelas mãos da mídia, de modo sorrateiro, nas redes sociais, hoje o ponto de encontro das mais diversas e contraditorias, confusas, inteligentes, sonambúlicas e esperançosas opiniões sobre tudo que os humanos pensam e fazem.

Vai daí, um espectador mais atento, ante a balburdia, resolveu ser o árbitro e organizar a bagunça, assumindo à sua verdade, como a única que realmente deve ser considerada. E fim de papo!!

Seria mesmo possível essa origem simplista do "influencer"? Não! Claro que não!

Temos até uma "Central de Influencer"?   Temos até mesmo o influencer Kids?? Temos o requinte de influencers em todos os segmentos sociais!! Do estilo, da moda, do hobby etc... e claro, o influencer político.

Já que não podemos pensar por conta própria, seja por incompetência, anomia (Durkheim) ou idiotia, ou que diabo seja, surge a figura "divina" 
do influencer... e comprova o vácuo!

Como 'nada se cria, tudo se transforma', deixamos de ser 'criadores' e seguimos as "novas opiniões", sempre quentinhas e saídas do forno dos influencers, para nos servir como finos acepipes...

E vai dando novas formas e conteúdos, alterando as relações com as realidades até então vigentes, em todos os segmentos!

Então a coisa é mais séria do que parece...

Resumindo esse 'imbroglio', estamos diante do novo fenômeno contemporâneo, já batizado de "streampunks", 0 que nos leva a examinar esse conceito nomeado "punk".

Mas isso já é assunto para outra ocasião... 
Aqui, apenas fica especular se é tão importante um "influencer", que denuncia uma sociedade padecendo de anomia, ou coisa pior, ou se é um modismo oportunista, em que os alpinistas sociais ganham ares de suma importância, e se colocam nos altares em que devemos orar e consultar, para receber a "verdade". Aqui, vale um muxoxo...

17 de julho de 2024
prof. mario moura




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