Diz o velho ditado, que "se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia!"
Mas a verdade, é que há bons conselhos, o que contraria a crença do provérbio, ao desacreditar, de modo geral, a figura do conselho.
No entanto, e isso é interessante, é que poucos aceitam receber e concordar com a oferta do conselho. Talvez, o que explique esse fato, seja a presunção de que somos autossuficientes, e não precisamos da observação alheia, que corrija o nosso propósito. Ou talvez, não tenhamos perdido ainda, hábitos da juventude, que se acredita independente e capaz de tudo resolver por conta própria. Bem, o que importa é considerar o conselho sob um outro ângulo, que acredito, mais consciente e, por que não, mais inteligente...
E se considerarmos o conselho, um gesto de afeição, de amizade, de preocupação, para que acertemos a nossa decisão?
Muda o nosso foco de intervenção abusiva na nossa vida, e transforma essa intervenção num gesto amigável, até mesmo respeitoso! Por isso, os verdadeiros amigos, estão sempre atentos e preocupados... e nos aconselham...
Não! Não discordem imediatamente de mim! Permitam justificar-me.
Sim, quero chegar ao gesto amigável de oferecer um conselho: "aproveitem ao máximo a vida, não importando o momento em que estejam... Cinquenta, sessenta ou mais anos de vida!"
Ou então, esqueçam, pois será um indicativo de que nunca entenderão o milagre da vida, a beleza da vida e o prazer de estar aqui e agora, "carpe diem", aproveitando ao máximo os prazeres do nosso corpo, nossos sonhos, nossa inteligência, que nos eleva a percepção de como a vida é breve, um momento na eternidade, e que passa sem que se perceba".
Não é um conselho hedonista, longe disto!
É a percepção de que nosso corpo, provido de sentidos, é uma antena parabólica, e está destinado a captar a energia cósmica e proporcionar os prazeres que tal energia pode oferecer.
E a medida que desenvolve sua sensibilidade, torna-se vulnerável à beleza do Universo e da natureza. Vulnerável a beleza do ser humano em sua plenitude!
Sao as faces que o conselho pode oferecer, se estivermos atentos a carga de afetividade e franqueza que carrega.
A vida pode ser entendida de muitos modos, segundo a crença de cada um.
Mas seja qual for esse modo de entende-la, viver a sua essencialidade, é desfrutar com inteligência e elegância, o mistério da nossa existência.
Ser inteiro, ser íntegro, é existir plenamente.
"Tudo vale a pena, se a alma não é pequena." (F.Pessoa)
25 de julho de 2024
prof. mario moura
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