segunda-feira, 2 de setembro de 2024

SETEMBRO DA INDEPENDÊNCIA

 São tempos difíceis! Tempos de grandes mudanças sociais, interagindo com inovações  tecnológicas, que ocasionam profundas alterações nos valores, nos comportamentos e costumes. 

Acontecimentos históricos que foram consagrados como símbolos constituintes da nossa nacionalidade, também ganham novos sentidos, novos significados que representam os contextos políticos atuais, de um Brasil que busca ressignificar seus símbolos nacionais nessa pós-modernidade, complexa e global.

Dentre esses acontecimentos que assinalaram os fundamentos da pátria, destaca-se o momento em que rompe laços de subordinação a Portugal, na data histórica de 7 de setembro de 1822. Um símbolo máximo da história do Brasil, que se desdobra numa série de acontecimentos.

Essa é a história linear, abstrata em sua natureza, visto que nada diz do povo que habitava esse país, e quando o faz é de modo vago e impreciso, a não ser quando se refere a participação da elite agrária que apoiou a permanência de D.Pedro I como príncipe regente, assim salvaguardando os seus próprios interesses.

Algumas perguntas que possam dar um retrato da realidade social do Brasil, e claro, sua repercussão nos desdobramentos históricos posteriores, nos incita a fazer: qual era a população do Brasil, quando ocorreu a independência? Quem eram os "brasileiros" que habitavam o Brasil na época da indepêndencia?

O Brasil demográfico apresentava nessa época, o seguinte quadro: 

4,5 milhões de habitantes

800 mil indígenas

1 milhão de brancos

1,2 milhão de africanos escravizados e seus descendentes

1,5 milhão de grupos menores, decorrentes de miscigenação entre grupos anteriores. 

Estávamos iniciando a jornada de transformação, de colônia para a de um país independente dos laços coloniais portugueses. Ainda não tinhamos cidadania como povo. Era o início da fundação de uma nacionalidade.

Iniciavamos nossa inserção no cenário internacional, como país definindo nossas fronteiras e fundandio Brasil Imperial, ou Brasil Monárquico. Seu governo era uma monarquia constitucional parlamentar.

Em 1822, Pedro proclamou a independência do Brasil, e foi aclamado o primeiro imperador do Brasil, reconhecida por Portugal em 1825, com a assinatura do Tratado do Rio de Janeiro.

Nascia o Brasil, etnicamente diverso, e pouco povoado. Em 1889 eramos 14.333.915 de habitantes. Com a ida de Pedro I para Portugal, seu filho, Pedro II o sucedeu.

Em 1889, Pedro II foi deposto por um golpe de Estado, liderado por uma facção de militares positivistas, com o propósito de formar uma república presidencialista, assim dando início  a primeira República Brasileira.

Nesse retrato relâmpago, alguns conceitos não faziam parte da realidade social brasileira. Éramos um país habitado por uma massa pouco definida socialmente. 

A formação do Brasil moderno está associada à passagem da sociedade escravista e colonial para uma sociedade urbana de classes.

A data de 1920 é apontada como das origens do Brasil moderno.

A Era Vargas foi marcada pela imigração do campo para  cidade e pela industrialização do país. Com o apoio dos trabalhadores, Vargas promulga as leis trabalhistas, que organizarão



















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