quarta-feira, 4 de setembro de 2024

SETEMBRO DA INDEPENDÊNCIA

São tempos difíceis! Tempos de grandes mudanças sociais, interagindo com inovações  tecnológicas, que ocasionam profundas alterações nos valores, nos comportamentos e costumes. 

Acontecimentos históricos que foram consagrados como símbolos constituintes da nossa nacionalidade, também ganham novos sentidos, novos significados que representam os contextos políticos atuais, de um Brasil que busca ressignificar seus símbolos nacionais nessa pós-modernidade, complexa e globalista.

Dentre esses acontecimentos que assinalaram os fundamentos da pátria, destaca-se o momento em que rompe laços de subordinação a Portugal, na data histórica de 7 de setembro de 1822

Essa é a história linear, abstrata em sua natureza, visto que nada diz do povo que habitava esse país, e quando o faz é de modo vago e impreciso, a não ser quando se refere a participação da elite agrária que apoiou a permanência de D.Pedro I como príncipe regente, assim salvaguardando os seus próprios interesses.

 Quem eram os "brasileiros" que habitavam o Brasil na época da indepêndencia?

O Brasil demográfico apresentava nessa época, o seguinte quadro: 

4,5 milhões de habitantes

800 mil indígenas

1 milhão de brancos

1,2 milhão de africanos escravizados e seus descendentes

1,5 milhão de grupos menores, decorrentes de miscigenação entre grupos anteriores. 

Nascia o Brasil, etnicamente diverso, e pouco povoado. Em 1889 eramos 14.333.915 de habitantes. Com a ida de Pedro I para Portugal, seu filho, Pedro II o sucedeu.

Nesse retrato relâmpago, alguns conceitos não faziam parte da realidade social brasileira. Éramos um país habitado por uma massa pouco definida socialmente. 

A formação do Brasil moderno está associada à passagem da sociedade escravista e colonial para uma sociedade urbana de classes.

A data de 1920 é apontada como a origem do Brasil moderno, que se inicia na Era Vargas, marcada pela imigração do campo para  cidade e pela industrialização do país. 

Agora, podemos nos referir a questão do etarismo, por ser um dado recente e atual, e que está mobilizando a sociedade.

Cabe observar que tal conceito nasce da Revolução Industrial, que apenas se interessava em contratar jovens e jovens adultos, considerando imprestáveis pessoas com idade de 40/50 anos, por considera-las incapazes para as metas de produtividade, em que se exigiam excessivas  cargas horárias de trabalho.

Quando comemoramos esse setembro, como um 'símbolo da libertação', parece-me justo também, associa-lo à libertação social dos maduros, abrindo-lhes o direito de exercer sua cidadania ativa, de participação no trabalho, de colaboração à sociedade em que vive, de acesso à saúde, de exigir seus direitos de cidadão, de acesso à dignidade.

Hoje, na pós-modernidade, diversos movimentos sociais se mobilizam na discussão política de integrar esses maduros, ao pleno direito de ocupar espaços nas múltiplas atividades, sensibilizando as empresas mais 'antenadas' que reconhecem o valor desse patrimônio, que os maduros carregam.

prof. mario moura


Nenhum comentário:

Postar um comentário