Se você comeu CEBOLAS cruas, assista isto. Até mesmo uma só pode desencadear uma reação IRREVERSÍVEL
Observações sobre o cotidiano da longevidade humana, com abordagens das possibilidades de respostas às dificuldades existentes nessa realidade, e outros artigos de caráter universal. O mundo dos longevos, além do ilimitado preconceito imposto pelo idadismo, e pelas crenças limitantes de acontecimentos que limitam suas emoções e percepções. Narrativas da vida, do que chamam de melhor idade, nem tão estranhas como parecem, e outras divagações interessantes, que acontecem em vários lugares.
quinta-feira, 27 de junho de 2024
segunda-feira, 24 de junho de 2024
terça-feira, 18 de junho de 2024
AGAMIA
ARTIGO PARA UM DEDO DE PROSA
AGAMIA
Com alguma frequência, encontramos artigos de psicólogos, antropólogos, sociólogos e pesquisadores das novidades que envolvem a geração que já está presente, quase sempre olhada com desconfiança, pois ela chega quebrando tradições e traz seus novos modos de viver, costumes que mexem em "contratos sociais", como por exemplo. a instituição do casamento.
Passando os olhos nas notícias, deparei-me com o termo "agamia". Curioso, resolvi aprofundar um pouco mais, mergulhando além da banalidade e da 'normalização' que a notícia, de alguma forma procurava dar um tom informal, como se se tratasse de apenas mais uma "novidade da garotada", sem maiores consequências
E o que vem a ser propriamente essa tal de 'agamia'?
Esse termo vem do grego: 'a' (não ou sem), e 'gamos'(união íntima ou casamento), e tem como fundamento a falta de interesse de uma pessoa, em firmar um relacionamento romântico, o que mostra a intenção de os casais não desejarem filhos.
Uma nova forma de relacionamento que vem crescendo.
O diferencial nesse novo modelo, é negar tudo que seja "tradicional": noivado, casamento, filhos, a tradição da familia, e por aí a fora.
Agamia traduz a negação da união íntima ou casamento, que resume esse novo tipo de comportamento.
Em entrevista ao Jornal da USP, a professora Heloisa Buarque de Almeida, pesquisadora do NUMAS (Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença), disse que as novas gerações estão buscando novos modos de relacionamento, que não envolvam compromissos legais.
Essa nova geração, que tem sido chamada de "nem, nem" (nem estuda, nem trabalha), pouco se importa com o descaso, e demonstra que não quer seguir os "padrões tradicionais", e diante das grandes mudanças que estão em curso, opta por definir seu próprio caminho.
E não penso que seja um confronto, um modo sutil de descontruir "comportamentos antigos", mas uma espécie de intuição, de percepção de que os tempos estão mudando, e há uma exaustão nos modelos tradicionais, um 'esgarçamento' no contrato social da monogamia do casamento.
Assim, o 'modelo' agâmico chega silenciosamente, e como tudo que inova, que contraria o padrão, que desmonta o costumeiro, gera um certo desconforto nos que não percebem os novos ventos que sopram, e nem sempre na mesma direção que as "tradições" cristalizadas nos "bons costumes" gostariam...
Enfim, a vida segue e impõe mudanças, quando a vitalidade de um ciclo se esgota e a renovação é inevitável e diversa, restando compreender que o futuro sempre será uma imposição do tempo, aceitemos ou não!
13 de julho de 2024
Prof. Mario Moura
segunda-feira, 17 de junho de 2024
sexta-feira, 14 de junho de 2024
A VIOLÊNCIA CONTRA OS IDOSOS
Creio oportuno, tratar de um tema sensível e pouco divulgado: a violência contra os idosos no Brasil.
Muitos aspectos nesse tema, nos causam um profundo mal-estar, quando conhecemos as entranhas do problema, que atinge pessoas completamente vulneráveis.
É oportuno, visto que a Organização Mundial da Saúde (OMS), definiu o mês de JUNHO, como o mês da "conscientização da violência contra a pessoa idosa", buscando dar maior visibilidade à causa.
Dar relevância às agressões de pessoas indefesas, é mais do que importante, considerando a covardia de machucar pessoas vulneráveis.
Temos um repertório razoável de pesquisas que abordam a violência de diversos segmentos da sociedade, vulneráveis, mas vamos alinhar algumas informações colhidas sobre essa violência,contra os idosos
"A violência contra o idoso é um processo estrutural que perpassa as relações de poder e os conceitos de desigualdade e dominação deste segmento etário. Dessa maneira, a violência é qualquer tipo de ação ou omissão que cause lesão, morte, sofrimento físico, sexual, psicológico, moral e patrimonial."
"Nesse sentido, o dia 15 de junho foi instituído como o Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, e por causa deste dia o mês ficou conhecido como Junho Violeta."
"A violência contra a pessoa idosa é uma preocupação mundial, visto que o número de idosos no mundo vem crescendo a cada dia e as ocorrências de maus-tratos, vem aumentando anualmente."
Quais são os tipos de violência contra o
idoso?
"A violência contra a pessoa idosa pode ser exercida por inúmeros fatores e podem ser visíveis (com lesões físicas) ou invisíveis (causam sofrimento sem nenhuma lesão física), a seguir apresentamos uma lista com os tipos de violência contra a pessoa idosa, conforme descrito pelo Ministério da Saúde:
- Violência Física: ato de provocar intencionalmente qualquer tipo de lesão corporal:
- Violência Psicológica: ações que leve a um sofrimento emocional, por exemplo, agressões verbais, negligência, desprezo, ameaças, prejudicar a autoestima, entre outros;
- Violência Institucional: qualquer tipo de violência exercida dentro do ambiente institucional;
- Violência Sexual: ações que obriguem outra pessoa a ter interações sexuais ou a utilizarem da sexualidade, com fins de lucro, vingança entre outros;
- Violência Moral: trata-se de calúnias, difamações e injúrias;
- Abuso financeiro e Violência patrimonial: esse tipo de violência tem enfoque nas perdas, danos financeiros, roubos e furtos, destruição de bens, documentos ou valores de outras pessoas;
- Discriminação: comportamentos discriminatórios, ofensivos e desrespeitosos em relação, por exemplo, à condição física da pessoa idosa."






