quarta-feira, 22 de novembro de 2023

5 DICAS FUNDAMENTAIS PARA ALCANÇAR A MATURIDADE EMOCIONAL NO RELACIONAMENTO (ARTIGO)

5 dicas fundamentais para alcançar a maturidade emocional no relacionamento
Tercília Maria Rodrigues Osório
dezembro 18, 2020

Relacionamento
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5 dicas fundamentais para alcançar a maturidade emocional no relacionamento
O que é maturidade emocional?
Características de maturidade no relacionamento
Sinais de imaturidade no relacionamento
Como desenvolver a maturidade emocional no relacionamento?


Todo e qualquer relacionamento depende das duas pessoas envolvidas para ser saudável e duradouro, e um dos principais requisitos para uma relação dar certo é a maturidade emocional, pois ela contribui para ter autoconhecimento, autoconfiança e amor próprio, além disso, quem é maduro emocionalmente é determinado, não deixa que o medo o paralise ou impeça de fazer algo, busca com determinação meios de alcançar seus objetivos e reconhece quando erra.

Deste modo, fica claro o quanto é benéfica a maturidade emocional!

O que é maturidade emocional?

Mas afinal, o que é maturidade emocional? Maturidade emocional tem muito a ver com inteligência emocional, ou seja, é saber lidar com as emoções, saber compreender e enfrentar as dificuldades da vida, ter capacidade de tolerar as frustrações do cotidiano. Isso não significa que a pessoa que é madura emocionalmente não sofre, ela sofre sim, como todas as outras pessoas, porém ela consegue se livrar rapidamente dos sentimentos desagradáveis como tristeza e raiva.

Para você entender melhor, vou listar no próximo tópico quais são as principais características de maturidade no relacionamento. Então vem comigo!

Características de maturidade no relacionamento

Como saber se o seu relacionamento é ou não maduro? Leia a seguir.
#1 Harmonia

Um relacionamento maduro possui harmonia tanto na comunicação quanto nas ações, mesmo quando não possuem a mesma opinião há o respeito pelo outro e quando não desejam a mesma coisa, como por exemplo, sair para o mesmo lugar, comer a mesma comida ou ouvir a mesma música deve-se entrar em um consenso.
#2 Empatia

A empatia é importante em qualquer tipo de relação, não apenas no relacionamento amoroso. Quando você é empático em seu relacionamento, você compreende as dificuldades e moções do seu parceiro, sabe lidar e respeitar os momentos difíceis do seu amor.
#3 Responsabilidade

Pessoas com maturidade emocional conseguem assumir quando erram e arcam com as consequências dos seus erros, não atribuem a culpa ao outro quando na verdade são elas mesmas que são responsáveis pela situação, não fogem e nem negam sua própria culpabilidade.

Estes são apenas alguns exemplos de características de um relacionamento maduro. Agora que você já compreendeu como é um relacionamento maduro, quero que saiba como é um relacionamento imaturo. Então veja a seguir sinais de imaturidade no relacionamento.

Sinais de imaturidade no relacionamento

Um dos principais problemas em um relacionamento é a imaturidade. Quando não tem maturidade a pessoa é tomada por emoções e age por impulso, não conseguindo controlar seus comportamentos. Veja abaixo alguns sinais de imaturidade no relacionamento:
#1 Fazer joguinhos

Sabe quando a pessoa fica lhe testando o tempo todo? Criando fakes nas redes sociais para testar a fidelidade do parceiro, pedindo amigas para dar em cima do namorado para verificar se ele vai corresponder e mais outros vários tipos de testes?

Isso só comprova o quanto a pessoa é insegura e desconfiada. Ao longo do relacionamento as pessoas dão sinais se são ou não confiáveis, então não precisa ficar fazendo testes, basta ficar atenta aos sinais.
#2 Ficar sem conversar

É normal e até aconselhável durante discussões não expressar suas opiniões, pois com o “calor” do momento pode ser que você seja agressiva e fale palavras que machuque seu parceiro, porém o ideal é não conversar no momento da discussão e não ficar sem conversar durante dias, semanas ou até mesmo meses.

Esperar que o outro descobrisse o que te incomoda ou puni-lo com o silêncio não vai resolver nenhum problema. É necessário ter diálogo na relação, ambos expressar o que gostam e o que não gostam e principalmente estabelecer regras no relacionamento.
#3 Forçar cenas de ciúmes

Pessoas inseguras estão sempre em dúvida se o outro gosta ou não delas e por isso necessitam de provas, diante disso acabam forçando cenas de ciúmes, pois acreditam que se o seu parceiro demonstrar irritado com determinada situação é sinal de que a ama, porém essa estratégia não é nada benéfica, muito pelo contrário, é prejudicial para a relação!

Isso é uma forma de sabotar o seu relacionamento e deixar seu namorado impaciente ou talvez até perca o interesse por você.
#4 Brincadeiras e piadas em excesso

É muito legal ter alguém divertido ao nosso lado, principalmente nos dias difíceis, pois dar gargalhada é sempre bem vindo, mas é preciso saber dosar as brincadeiras e piadas, é preciso saber a hora certa de brincar e a hora de falar sério. Comportamentos como estes jamais podem passar do limite ao ponto de inviabilizar uma conversa séria.
#5 Agir por impulso

Quando estamos tomados por emoções, simplesmente não conseguimos controlar nossos sentimentos se não tivermos maturidade emocional, sendo assim, agimos por impulso e não analisamos os prós e contras das situações e este comportamento é extremamente prejudicial na relação.

Agora que já consegue identificar sinais de imaturidade e maturidade no relacionamento, você já está pronta para colocar em prática algumas dicas para alcançar a maturidade emocional no seu relacionamento e transformá-lo ou mantê-lo em um relacionamento saudável e feliz.

Vem comigo que vou lhe mostrar dicas simples e valiosas.

Como desenvolver a maturidade emocional no relacionamento?
Dica 1: Mantenha equilíbrio


Em situações difíceis que lhe causem estresse, tente manter a calma e não projetar em seu parceiro suas emoções, pois geralmente as emoções serão de raiva e mesmo que ele tenha provocado este sentimento em você, procure manter o equilíbrio, lembre-se não é saudável se expressar na hora da raiva, espere a emoção passar ou controlar e minutos depois converse com ele, caso ele tenha sido o responsável em despertar este sentimento em você.

Dica 2: Sejam companheiros:

É preciso que os dois sejam amigos, compartilhem suas vidas, histórias e sonhos, além de procurarem buscar o autoconhecimento juntos. Compartilhar histórias e manter laços afetivos fortalece a confiança mútua e contribui para que um compreenda o outro, não só ajuda a desenvolver a maturidade emocional como também faz com que o casal fique mais unido.

Dica 3: Identifique a expectativa de cada um na relação:


Muitas vezes, ao iniciar uma relação estamos carregados de expectativas e corremos grandes riscos de esperar muito do outro, além do que ele pode nos oferecer. Então é importante, ainda no início da relação, deixar claro o que cada um espera deste vínculo, é essencial não projetar no outro suas necessidades e vazios.

Antes de começar um relacionamento se preencha com si mesma e viva da realidade e não da expectativa, deixe que o amor conduza seu relacionamento e não as necessidades.

Dica 4: Aceite as diferenças:

Ninguém é igual a ninguém, lamento dizer, mas não existe cara metade. Todos nós somos únicos e diferentes, podemos até ter algo em comum, mas ser idênticos é impossível. Então respeite as diferenças do seu parceiro e aprende a lidar com elas. Algumas coisas nele pode te incomodar, assim como algumas coisas em você pode incomodar a ele, conversem entre vocês e identifique o que é possível mudar e o que não é, e diante do que não é passivo de mudanças, simplesmente aceite e respeite para evitar desentendimentos.

Dica 5: Assuma suas responsabilidades:

É comum que em uma discussão fique um culpando o outro ou justificando seus comportamentos, mas é preciso ter consciência que em um relacionamento ambos possuem 50% de responsabilidade e em vez de focarem de quem é a culpa, foquem nas soluções.

Lidar com as emoções não é fácil, mas com dedicação e esforço é possível. Comece praticando essas dicas e se precisar de ajuda de um profissional, conte comigo nessa caminhada e agende sua sessão.


Referências Bibliográficas:

Goleman, D. Inteligência Emocional. A teoria revolucionária que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, Tradução revista em 2001 do original 1995.

CHAPMAN, G. As cinco linguagens do amor: como expressar um compromisso de amor ao seu cônjuge. 2 ed. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2006. 234p.



Tercília Maria Rodrigues Osório

Olá, seja muito bem vindo(a) ao meu perfil! Sou psicóloga, graduada pelo Centro Universitário do Triângulo, atuo com a abordagem Terapia Cognitivo-Comportamental. 
Essa abordagem permite que as pessoas olhem com mais atenção para seus pensamentos e comportamentos e desenvolva mecanismos para mudar suas atitudes e ajudar em situações adversas da vida, além disso, auxilia em casos como depressão, ansiedade, autoestima, relacionamento, autoconhecimento e outras demandas. 
Meu atendimento é direcionado para o público adulto. Em meu perfil do instagram @psicologaterciliaosorio eu compartilho diariamente dicas e informações sobre diversos assuntos, principalmente sobre autoestima e relacionamentos e também tenho um E-book gratuito para quem deseja desenvolver uma autoestima positiva através de alguns exercícios, é só clicar no link da bio do instagram e fazer download. - Para conhecer um pouco mais do meu trabalho, me siga nas redes sociais: Instagram: @psicologaterciliaosorio - Para iniciar sua caminhada de autoconhecimento, entre em contato comigo no whatsapp (34) 9 9135-8052 e agende sua sessão.

MATURIDADE EMOCIONAL E O ÁPICE DA EVOLUÇÃO PESSOAL (Artigo)

 O dicionário Michaelis define maturidade emocional como o desenvolvimento pleno da inteligência e dos processos emocionais; estado em que um indivíduo goza de plena e estável diferenciação e integração somática, psíquica e mental”.

A maturidade emocional e o ápice da evolução pessoal

                


Desde criança aprendemos a lidar com decepções e frustrações, afinal, elas fazem parte de todas as fases da vida e nos ajudam a crescer com consciência e limites. Se lembra daquele seu brinquedo favorito que quebrou? Ou da vez em que perdeu o jogo de futebol? E até da vez que a(o) menina(o) que você gostava não te deu bola? Pois é, saber lidar com essas frustrações é uma das maiores provas de que você cresceu não só em tamanho, mas também em controle e inteligência emocional.

Administrar emoções não é tarefa fácil, afinal, vivemos cercados por situações adversas, gatilhos e momentos ruins. 

No animação Divertida Mente, da Disney-Pixar, as emoções são personificadas em pequenas criaturinhas dentro da mente da garotinha Riley. A Alegria, Tristeza, Raiva, Nojinho e o Medo, são os responsáveis pela sala de controle de tudo o que acontece à menina.

O que significa “emoção” na psicologia?Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBie) define “emoção” como a “responsável por gerar respostas e comportamentos que garantam a sobrevivência de uma pessoa diante de um estímulo externo, de modo a proteger ou impulsionar o indivíduo para a realização de algo, as emoções fazem parte da vida humana.” E, na Sala de Controle, as 5 emoções tomam conta dessas respostas aos estímulos externos que Riley recebe.

O que Divertida Mente ensina sobre as emoções? Confira aqui!

Mas o filme realmente se destaca pela poderosa lição que passa: a vida não é feita somente por momentos bons. Sem tristeza, frustração e decepção, não conseguimos enxergar a alegria. Essas emoções negativas nos ajudam a moldar quem somos e como reagimos às situações. Ela nos permite extravasar quando algo não está certo e é crucial no desenvolvimento da maturidade. E quem consegue atravessar tormentas, se torna o melhor velejador.

O que é maturidade emocional?

O dicionário Michaelis define maturidade emocional como o “desenvolvimento pleno da inteligência e dos processos emocionais; estado em que um indivíduo goza de plena e estável diferenciação e integração somática, psíquica e mental”. Ou seja, quando o indivíduo consegue desenvolver inteligência emocional e usufruir dos benefícios emocionais e sociais que ele promove, então chegou-se à maturidade emocional.

maturidade emocional na psicologia, segundo a visão do psicólogo brasileiro Flávio Gikovate, “se caracteriza pelo atingimento de um estado evolutivo no qual nos tornamos mais competentes para lidar com as dificuldades da vida e, por isso mesmo, com maior disponibilidade para usufruir de seus aspectos lúdicos e agradáveis. Talvez a principal característica da pessoa madura esteja relacionada com o desenvolvimento de uma boa tolerância às inevitáveis frustrações e contrariedades a que todos nós estamos sujeitos. Tolerar bem frustrações não significa não sofrer com elas e muito menos não tratar de evitá-las. A boa tolerância às dores da vida implica certa docilidade, capacidade de absorver os golpes e mais ou menos rapidamente se livrar da tristeza ou ressentimento que possa ter sido causado por aquilo que nos contrariou”, explica em artigo de seu site.

O que Gikovate explica é que as pessoas com maturidade emocional não são pessoas isentas à dor, sofrimento e frustrações. E muito menos são pessoas otimistas por natureza ou que aceitam as situações ruins. Elas também têm dias ruins, estresse e sentimentos negativos, mas ser maduro emocionalmente não significa sorrir o tempo todo. As pessoas com maturidade emocional aprenderam a não se abater pelas frustrações ou a descontar a raiva e descontentamento em quem as cercam. “As pessoas mais tolerantes às frustrações, moralmente mais bem desenvolvidas e de humor estável são capazes de despertar a confiança daqueles que com elas convivem. Assim, tornam-se bons parceiros sentimentais, bons amigos, sócios, colegas de trabalho”, explica o psicólogo.

Ter maturidade emocional nos relacionamentos é tão importante quanto ter maturidade emocional no trabalho, afinal, todas as relações interpessoais serão elevadas com essa habilidade. Além de ser extremamente benéfica para as relações, faz um bem danado para o autoconhecimento, autoconfiança e amor próprio.

Pessoas com maturidade emocional sabem bem o que querem. “Os mais evoluídos emocionalmente tendem a ser mais ousados e a buscar com determinação a realização de seus projetos. Têm menos medo dos eventuais – e inevitáveis – fracassos, pois se consideram suficientemente fortes para superar a dor derivada dos reveses. Ao contrário, aprendem com seus tombos, reconhecem onde erraram e seguem em frente com otimismo e coragem ainda maior. Costumam ter melhores resultados do que aqueles mais ponderados e comedidos, condição que não raramente esconde o medo do sofrimento próprio dos que enfrentam os riscos”.

“A maturidade emocional tem muito a ver com o que, hoje em dia, se chama de inteligência emocional (I.E.): competência para se relacionar com pessoas em todos os ambientes, habilidade para evitar conflitos desnecessários e até mesmo tentar harmonizar interesses e agir sempre em prol da construção de um clima positivo e agradável nos ambientes que frequenta. Assim, a pessoa mais amadurecida busca também a evolução moral, condição que a leva a agir de modo equânime, atribuindo a si e aos outros direitos e deveres iguais”, aponta Gikovate.

Um dos grandes nomes da psicologia da inteligência emocional é Daniel Goleman. Considerado o “pai da Inteligência Emocional”, ele é psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Através do livro “Inteligência Emocional”, um dos livros sobre inteligência emocional mais vendidos no mundo,  Goleman pontua a importância do controle e convívio com as emoções para o desenvolvimento da inteligência. O especialista define a inteligência emocional como a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”.

Com autoconhecimento emocional, controle emocional, automotivação, empatia e bons relacionamentos interpessoais, pode-se aprender a desenvolver a inteligência emocional para, então, alcançar a maturidade das emoções.

Saiba tudo sobre inteligência emocional aqui!

Ou seja, quem soube desenvolver a inteligência emocional e alcançar a maturidade só tem a ganhar com isso, pois a satisfação que esse indivíduo tem consigo mesmo faz com que a sua visão de mundo melhore e alcance o que deseja, além de agregar — e muito — para todos que o cercam. Será que você já desenvolveu a sua inteligência emocional? Está na hora de descobrir. Agende uma consulta com um de nosso psicólogos Telavita e descubra como trilhar o caminho da maturidade emocional.

 Juliana Sonsin

CONCEITO DE MATURIDADE (ARTIGO)

 Conceito de Maturidade

A maturidade, referida também como amadurecimento, é o processo de desenvolvimento pelo qual um indivíduo se torna o que é, passando pelo desenrolar de diferentes estágios. 

É um termo utilizado tanto no campo das ciências sociais quanto nas ciências exatas, principalmente no nível biológico. 

A maturação está intimamente ligada, nesse sentido, ao conceito de desenvolvimento. Nos seres humanos, a ideia de maturação está associada ao crescimento, não só biológico, mas também psicossocial, por meio do qual chegamos à idade adulta.

O desenvolvimento na psicologia evolutiva

A chamada psicologia evolutiva é a disciplina que estuda o desenvolvimento da psique humana. 

Uma das primeiras questões que se coloca ao definir essas características é a identidade individual do sujeito ao longo do tempo, ou seja, a unidade que rege a atividade do homem ao longo de sua vida. 

Consequentemente, tanto na noção de desenvolvimento como na noção de maturidade, existe, na base, uma concepção fundamental da temporalidade e da modificação de um mesmo indivíduo ao longo do tempo, que permite dar continuidade às transformações evolutivas pelas quais o indivíduo passa.

Segundo o psicólogo Jan Piaget (1896-1980) —considerado o pai da epistemologia genética e uma referência em psicologia genética—, o processo evolutivo pelo qual passam as crianças aparece como a continuidade de uma unidade que expressa uma variação entre diferentes estágios, o que implica uma sucessão entre etapas que seguem uma ordem cronológica. 

Este processo ocorre de forma integrativa, ou seja, as estruturas constituídas em cada período são integradas nas sucessivas estruturas que se desdobram nas etapas subsequentes. 

Assim, o desenvolvimento maturacional não consiste em uma justaposição de estados, mas sim em mudanças graduais e permanentes, de modo que cada estágio contém em si diferentes graus de variação.

Seguindo as contribuições do psiquiatra e psicanalista José Bleger (1922-1972), na linha de Piaget, cada nível sucessivo é mais complexo, mais organizado, mais integrado, mais diferenciado e mais especializado que o anterior. 

Os níveis posteriores, de maior integração, contêm os anteriores, embora apresentem novas qualidades.

Crescimento, maturidade e aprendizado

O desenvolvimento pode ser pensado como o conjunto de transformações das estruturas psicofísicas do ser humano, definidas em um sentido temporal e sistemático. É composto por diferentes elementos:

Em primeiro lugar, o crescimento, que se refere à progressão crescente dos elementos —principalmente físico-biológicos— que compõem o indivíduo. É guiado pela informação genética disponível.

Em segundo lugar, a maturidade, pela qual se refere, geralmente, à capacidade de adaptação psicofísica adequada do indivíduo ao meio —a partir da capacidade plástica de seu potencial genético—; por meio do qual a criança adquire gradualmente os traços característicos típicos dos membros de sua comunidade que já atingiram a idade adulta.

A maturidade implica integração e diferenciação, na medida em que leva a uma especialização progressiva das estruturas psicofísicas para cumprir diferentes funções. 

Assim, o organismo individual, como um todo integrado, passa por uma complexidade de suas estruturas internas, correlatas às demandas que o meio lhe impõe. 

Consequentemente, a maturação está intimamente ligada à especialização adaptativa das funções orgânicas, cada vez mais precisas, mantendo a unidade individual da personalidade.

Finalmente, em terceiro lugar, encontramos o aprendizado, que impulsiona e molda o desenvolvimento do indivíduo no contexto da realidade dada. 

A aprendizagem só é possível se houver maturação prévia que permita a passagem do reflexo condicionado, dado por um mecanismo de estímulo-resposta, ao pensamento.

Didática e maturidade

Enquanto a educação é entendida, entre outras dimensões, como uma adaptação do indivíduo ao meio social, a didática se baseia nas tendências de cada estágio do desenvolvimento mental. 

Nesse sentido, a educação considera, por um lado, o indivíduo e, por outro, a sociedade, como os dois fatores decisivos para o processo educativo. 

É por isso que esta última é indissociável, no momento da sua planificação, do quadro do desenvolvimento humano, ou seja, da correlação entre crescimento, maturidade e aprendizagem.

Lilén Gomez | Junho 2023
Professora de Filosofia

terça-feira, 21 de novembro de 2023

A MATURIDADE E O ENVELHECIMENTO

 A PRÓXIMA LIVE ABORDARÁ O TEMA "A MATURIDADE E O ENVELHECIMENTO".

Um diálogo que buscará entender a maturidade como um processo de crescimento pessoal, de desenvolvimento da consciência e da inteligência emocional,  na construção de uma cosmovisão da vida, distanciando-se do c9nceito de que a maturidade é consequência do envelhecimento, que acontece, inevitavelmente, como um ciclo biológico natural, nada acrescentando a maturidade, no sentido de acúmulo consciente de experiências e conhecimento.

Pauta um olhar sob o prisma da inteligência emocional e do processo  biológico, na construção do adulto.

Maturidade, nos dá a idéia de amadurecimento, que nos leva ao mundo natural, onde podemos observar, por exemplo, o ciclo de uma fruta, que frutifica, cresce, amadurece, e cumpre o seu destino de lançar a sua semente para que novos frutos renasçam.

Assim o destino dos seres humanos, que ao "amadurecerem", transferem para as gerações seguintes, as sementes do desenvolvimento e do conhecimento acumulados, contribuindo para a evolução das sociedades.


terça-feira, 14 de novembro de 2023

FRAGMENTOS INTERESSANTES SOBRE A VELHICE, OS DIREITOS SOCIAIS, E A CONSTITUIÇÃO DE 1988

FRAGMENTOS INTERESSANTES SOBRE A VELHICE 

(...) A sociedade atribui aos aposentados, o rótulo de improdutivos e inativos.

Percebe-se muitas vezes, um rompimento abrupto das relações sociais com outras pessoas, com as quais o indivíduo conviveu durante muitos anos.

Ocorre ainda uma reduçao salarial considerável, e a falta de atividades alternativas fora do ambiente  de trabalho  (Schneider e Ingaray, 2008).

Envelhecer no Brasil é uma experiência única, porque depende do gênero, da raça e da classe social de cada pessoa.

A sociedade burguesa não percebe o ser humano na sua subjetividade, mas cono uma máquina produtiva e lucrativa.

Para os idosos, o conteúdo valorativo do trabalho, está diretamente relacionado ao sentimento de pertença. Já para o capitalismo, ele está diretame nte relacionado  a função lucrativa.

Os idosos, antes valorizados pelos jovens na sociedade pré-industrial, considerados como símbolos de respeito e experiência, perdia o status social, conforme surgia um novo padrão econômico, o capitalismo, que valoriza a produção de bens e a força de trabalho, em detrimento do bem estar do indivíduo.

O ideário neoliberal compõe a lógica do capitalismo.

A Constituição federal de 1988 é de extrema importância para todas as pessoas que necessitam de garantia e respaldo legal de direitos básicos a vivência humana, como a criança, o adolescente, a mulher, a pessoa com deficiência.

Durante a década de 1990, foram aprovados diversos dispositivos constitucionais envolvendo a proteção do idoso, com destaque para as leis referentes a seguridade social no Brasil.

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

DIVULGAÇÃO DA LIVE "OS IDOSOS, O QUE PENSAM DA VELHICE E A OCORRÊNCIA NAS CLASSES SOCIAIS

 DIVULGAÇÃO

Convidamos o público "SENIUM"  para a live a ser realizada em data próxima, a ser marcada, quando apresentaremos algumas reflexões sobre o crescente aumento da população de idosos, e o envelhecer nas diversas classes sociais trabalhadoras.
Esse é o grande desafio da sociedade pós-industrial. Cabe ao Estado elaborar políticas públicas, que atendam às diversas categorias sociais emergentes, resultado das diversas  tecnologias de saúde e do avanço das ciências médicas nos campos da geriatria e da gerontologia.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

CONTRARIANDO OS ESTEREÓTIPOS, A SATISFAÇÃO COM A VIDA TENDE A MANTER-SE COM O AVANÇO DA IDADE

A avaliação da satisfação com a vida é um julgamento de valor que adultos e idosos fazem de sua vida como um todo, considerando critérios individuais e societais. Dada sua importância para a saúde, o bem-estar e a longevidade, várias áreas da Gerontologia têm se debruçado sobre as questões da prevalência da satisfação às idades e, principalmente se ela muda ou se se mantém estável com a passagem do tempo biográfico e social. Pergunta-se, também, quais são os fatores associados aos padrões de estabilidade e mudança da satisfação ao longo da velhice. O Estudo da Fragilidade em Idosos Brasileiros, realizado em Campinas e em Ermelino Matarazzo (cidade de São Paulo), sob os auspícios da Universidade Estadual de Campinas, coletou dados sobre a variável em linha de base (2008-2009) e, nove anos depois (2016-2017), no estudo de seguimento de uma coorte de 360 idosos que tinha 72 anos ou mais na medida inicial.

No estudo Estabilidade e mudança em medidas prospectivas de satisfação com a vida em idosos: Estudo Fibra, a variável dependente foi estabilidade x mudança em satisfação com a vida, avaliada pela questão “Quão satisfeito com a sua vida o (a) senhor (a) (a) se sente” (três intensidades)? A medida da mudança foi dada pelos deltas correspondentes à piora, à estabilidade e à melhora da satisfação da linha de base para o seguimento. As variáveis independentes foram número de doenças, depressão e dependência para o desempenho de atividades instrumentais de vida diária; saúde subjetiva; envolvimento em atividades avançadas de vida diária; satisfação com a memória e o apoio social; e sexo, idade e escolaridade.


Contrariando estereótipos, mas confirmando dados de pesquisas robustas feitas com amostras de outros países, a satisfação com a vida tende a ser uma dimensão estável ou ascendente do funcionamento psicológico de idosos. Seu declínio em idade avançada é sugestivo da influência de condições negativas de saúde objetiva e subjetiva, depressão e morbidades, não simplesmente do avanço da idade.

Nas próximas décadas o Brasil enfrentará sérios desafios associados ao aumento nos custos diretos e indiretos dos cuidados em saúde para uma população idosa cada vez mais velha e numerosa. É importante que os profissionais da saúde sejam formados em uma perspectiva multidimensional que acolha o manejo de condições educacionais, motivacionais e comportamentais, nos vários níveis de Atenção à saúde de adultos e idosos.  (07 de junho de 2022)

10 de novembro de 2023

Revista Brasileira de Geriatria e Gerontololia

Anita Liberalesso Neri, Professora Colaboradora no Departamento de Psiquiatria, docente no Programa de Pós-Graduação em Gerontologia e Coordenadora do Estudo Fibra – polo Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Campinas, SP, Brasil.

Samila Sathler Tavares, psicóloga pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Doutora em Educação (Psicologia Educacional) pela Unicamp e Professora Assistente Doutora na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH/USP), Curso de Gerontologia, atua nos programas de Pós-Graduação em Gerontologia da EACH/USP e da FCM/Unicamp, Campinas, SP, Brasil.





 Atenção à saúde de adultos e idosos.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

LIVE: OS IDOSOS, O QUE PENSAM DA VELHICE E A SUA OCORRÊNCIA NAS CLASSES SOCIAIS

LIVE SOBRE O ENVELHECIMENTO E AS CLASSES SOCIAIS

INTRODUÇÃO
(Apresenta o essencial do conteúdo da proposta que será objeto do diálogo)

A idosidade é o grande desafio da sociedade pós-industrial, diante do evidente aumento da população de idosos no mundo.  
O Brasil, despreparado para atender ao crescimento desse contingente, pela precariedade de suas políticas públicas assistencialistas, embora o acesso à essas políticas, venha revertendo o quadro e apresentando melhorias, a partir da contrarreforma neoliberal do Estado, ainda há grandes lacunas a serem atendidas.
Esse idoso, sobre o qual se conhece muito pouco, é uma categoria construída social e culturalmente estereotipada, em que diversos atores falam por ele, focando a "velhice" como um processo negativo e linearmente homogêneo.  

Há que se observar que há duas dimensões no processo do envelhecer


Esse diálogo não pretende esgotar o assunto, mas provocar uma discussão, um novo olhar sobre a idosidade,  fora do modelo construído da "velhice", questionando alguns aspectos da "homogeneidade" e sua contraditória ocorrência nas diversas classes sociais, considerando-se que o Brasil é um país capitalista, com uma sociedade edificada sobre relações antagônicas de classes.
O princípio básico do Capital é: "o ser humano em tempos de capital, só interessa enquanto força de trabalho"

"Envelhecer no Brasil, não é uma experiência  única, porque depende do gênero, da raça e da classe social de cada pessoa."

DIÁLOGO SOBRE O ENVELHECIMENTO NO BRASIL, SUA HETEROGENEIDADE E CONSTRADIÇÕES  

01. Estatisticamente, como se representa no Brasil, essa categoria, denominada "Idosos"?
(abordar os avanços científicos e tecnológicos que ampliam a longevidade dentro de um processo natural do ciclo de vida).


02. Como é envelher nas classes sociais trabalhadoras?
(o processo do envelhecimento não é linear e homogêneo, mas profundamente desigual ao da classe burguesa, por se tratar de uma sociedade capitalista - caso brasileiro - com classes sociais antagônicas).
Considerado, hoje, o país com maior desigualdade social.

03. A dependência, no envelhecimento, da classe trabalhadora às  políticas  públicas e sociais  assistencialistas.
(faz-se necessária a existência de um conjunto de instituições sociais, de idéias e sociabilidades que lhes dêm significado e sustentação ideopolítica na estrutura social capitalista).

RESPOSTAS AOS QUESTIONAMENTOS

01. Segundo estimativas do IBGE, em 2019 o número de idosos no Brasil chegou a 32,9 milhões. Dados do Instituto, mostram que a tendência do envelhecimento da população vem se mantendo, e o número de pessoas com mais de 60 anos no país, já é supeior ao de crianças com até 9 anos de idade.
Segundo essa estimativa, a população brasileira deve crescer até 2047, quando atingirá 233,2 milhões de pessoas.
Nos anos seguintes esse número deve ir caindo gradualmentem, até chegar a 228,3 milhões em 2060.
Nesse cenário, a expectativa é que o número de pessoas com 65 anos, ou mais, praticamente triplique, chegando a 58,2 milhões em 2060, o equivalente a 25,5% da população.
Esse crescente envelhecimento, decorre do desenvolvimento de tecnologias de saúde, aliadas ao avanço das pesquisas médicas, promovendo a medicina a um novo patamar de conhecimentos, na segurança de diagnósticos.
A importância da longevidade, é que ela se dê com qualidade de vida, um processo que deve ser preventivo, uma vez que a velhice é o resultado inevitável de um ciclo biológico da vida.

Mas quem é esse idoso, e como pensa o envelhecimento?
Essa questão é que pretendemos responder, na medida do possível, sem pretensões de esgotar o tema, por considera-lo complexo. 
Embora seja evidente o crescimento da população idosa no Brasil, pouco se conhece sobre essa pessoa idosa. 
A Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, fez uma interessante pesquisa de campo, entrevistando idosos, e a partir dessas entrevistas, ouvimos a voz dos idosos, o que pensam e como enxergam o envelhecimento. 
Até o momento, o "olhar de fora" deu foco ao envelhecimento e a velhice, como um processo negativo e homogêneo, construindo-se assim, uma categoria social e culturalmente estereotipada, que se apresenta como um encargo para o Estado, e um incômodo para a família.
Não leva em consideração como o idoso pensa a velhice através de sua percepção do processo  de envelhecimento. 
E peca ainda por considerar o envelhecer, um estado homogêneo, desprezando as diversas experiências humanas, que  produzem a heterogeneidade na diversidade das classes sociais e dos sentimentos que constroem a existência.
Esse estereótipo negativo da velhice, não reflete o que pensa o idoso sobre o ato biológico de envelhecer.
Contudo, a Revista não define que classes sociais, responderam a entrevista. 
Discutir o trabalho realizado com as entrevistas da Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, que lança luz sobre como o idoso olha esse envelhecer, deixa a lacuna seguinte: que classes sociais responderam à pergunte?

Utilizando  uma abordagem metodológica quantitativa, a Revista buscou evidenciar as imagens e representações dos idosos, a respeito  do envelhecimento.
Os dados foram coletados por meio de entrevistas realizadas com dez idosos, de idade entre  60 e 85 anos (5 mulheres e 5 homens), orientadas pela seguinte pergunta:

"como você se vê no processo do envelhecimento?"

As informações permitiram apontar que diferentemente da visão pessimista e homogeneizadora do outro em torno da velhice, os idosos entrevistados vivenciam o processo do envelhecimento de formas diferentes, e relatam a velhice como uma forma de prazer.
Não se perceberam frustrações, conflitos e dramaticidade na forma de vivenciarem a velhice.
Também não foram identificados sentimentos de rejeição e/ou inferioridade, face as mudanças e perdas.

O que fica no ar, é: que classe social respondeu à entrevista, ou que classes sociais?

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02. O processo do envelhecimento não é linear e homogêneo, mas profundamente desigual ao da classe burguesa, por se tratar de uma sociedade capitalista - caso brasileiro - com classes sociais antagônicas
(E hoje, considerado o país de maior desigualdade social).
A heterogeneidade que assinala as diferenças no processo do envelhecimento da classe trabalhadora, com relação as classes burguesas, decorre das características do modelo concentrador de renda, uma vez que o processo de produção de bens e serviços, se organiza em torno do capital privado, onde uma classe social é dona dos meios de produção. 
É o modelo econômico do capitalismo, em torno do qual organizam-se as diversas classes sociais, dependentes desse "capital privado" e do seu investimento, motor que gera desenvolvimento e emprego.
Cabe ao Estado criar instituições que reduzam tais diferenças, oferecendo ao trabalhador melhor participação na riqueza nacional.
Na verdade, o envelhecimento do trabalhador está sujeito às instituições  sociais do Estado.
Nas democracias capitalistas, envelhecer desperta uma nova problemática.
O crescimento demográfico dos :idosos, está alterando a pirâmide etária. (O censo demográfico revalou uma informação alarmante para a organização econômica do país: o fim do bônus demográfico - período em que a população em idade ativa, cresce em um ritmo maior que a população total (que conta com a presença de crianças e idosos).
Os idosos já são muito mais numerosos do que outrora, e não se integram espontaneamente à sociedade. 
O Estado está obrigado a definir um novo estatuto a essa categoria emergente, e cabe somente ao Estado, a decisão, pois se coloca em nível governamental.
A velhice é objeto, hoje, de políticas de Estado.
Observa-se que a velhice da classe trabalhadora, tornou-se uma questão substancial na contemporaneidade, pois observa-se que os setores sociais populares,  tornaram-se subalterniazados pelas condições indefinidas do trabalho informal, o que cria a desproteção trabalhista, entre outros aspectos que agravam a desigualdade e a pobreza, do  que resultam preconceitos e abandono dos velhos a uma existência  sem significado.
As contradições  fundamentais da sociedade capitalista, revelam que somente interessa a produção capitalista a força de trabalho.
O envelheciento da classe trabalhadora, torna-se peculiar, por não representar o tempo da liberdade, do descanso e do lazer, como define a cultura capitalista.
É na velhice que as contradições e as desigualdades de classe ficam evidenciadas
A lógica capitalista explora ao máximo a capacidade produtiva do trabalhador, retirando dela a vitalidade, até a exaustão,  que invade todas as esferas da vida e do tempo social.
Quando o trabalhador perde o seu valor de uso para o capital, padece o abandono desumano, tornando-se inútil para o capital, e um peso morto para a reserva imdustrial de mão-de-obra.
Esse sistema produtor de mercadorias, desumaniza a força de trabalho, coisificando-a. 
Essa desvalorização do ser humano promovida pelo capital, é o nó górdio do acelerado processo de envelhecimento das sociedades modernas.
Ao criar um excedente de "inúteis" para o capital,  gera a pobreza crescente, e as desigualdades sociais, que agora exercem pressão para que o Estado responda às necessidades crescentes da massa de idosos trabalhadores, que vivem à margem da sociedade, dependentes de instituições assistencialistas.

03. O envelhecimento das classes  trabalhadoras é dependente das políticas públicas assistencialistas do Estado. 
Se tais políticas atendessem às necessidades inerentes ao envelhecer das classes trabalhadoras, praticando um modelo de melhor distribuição da renda nacional, estendendo a esse trabalhador serviços de qualidade que lograssem garantir uma longevidade saudável, alcançaríamos melhor qualidade de vida, de modo mais imparcial e justo, reduzindo as diferenças entre as diversas classes sociais.

Não fica muito clara a real condição do envelhecer nas classes trabalhadoras.
A pesquisa apresentada pela Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, não distingue as diferenças de classes, traçando um perfil amplo, com uma amostragem do que pensa o idoso, sem situa-lo em sua classe social.
Não é difícil, porém, perceber que se revela na pesquisa, a natureza humana, cuja essência e existência, é indiferente às práticas políticas.
O retrato resultante das entrevistas com os idosos, apesar da náo identificação de classe, descontroi o modelo habitual de enxergar a idosidade com o olhar do "coitadismo". 
Acredito que tal "olhar" decorra do etarismo, a medida que estabelece o "poder jovem" como a força ideal da atividade de produção, desprezando a experiência e o conhecimento acumulado ao longo da vida, pela pessoa idosa, e criando guetos, ao mesmo tempo que usa eufemismos despropositados e preconceituosos, como "terceira idade", ou "melhor idade". Eufemismos que disfarçam o etarismo.
Velho náo tem sentido pejorativo, não precisa seu uso ser temido e substituído por  eufemismos, como se fosse algo vergonhoso ser velho. 
Ser velho é uma conquista biológica! Que a vida conceda aos jovens o poder de envelhecer, de ser velho, de sentir o prazer do caminho percorrido e parte do processo social constuído!!

13 de novembro de 2023
prof. mario moura

DIVULGAÇÃO
Convidamos o público "SENIUM"  para a live do dia 22 de novembro (adiada), quando apresentaremos algumas reflexões sobre o crescente aumento da população de idosos, e o envelhecer nas diversas classes trabalhadoras.
Esse é o grande desafio da sociedade pós-industrial. Cabe ao Estado elaborar políticas públicas, que atendam às diversas categorias sociais emergentes, frutos das diversas  tecnologias de saúde e do avanço das ciências médicas nos campos da geriatria e da gerontologia.