sexta-feira, 8 de setembro de 2023

PENSANDO FORA DO "QUADRADINHO"

Os pensamentos e os padrões de pensamentos, exercem grande influência em nossa vida, diria mesmo, controlam a nossa vida.

Ao criar seus pensamentos, você cria emoções, sentimentos, afetos,

ações, e assim cria o quadro da sua vida.

Para melhorar a qualidade dos seus pensamentos, você precisa ter consciência de como pensa, que motivações o levam a pensar, e reconhecer que cada um de nós, cria seus pensamentos, positivos ou negativos, dependendo das circunstâncias em que estamos envolvidos.

É importante reconhecer esses padrões, com os quais as regras e os costumes organizam os comportamentos sociais.

Somos seres pensantes, e ocupamos um lugar nessa grande colmeia humana, onde exercemos influência e sofremos influências.

Ao sofrer influências, e é sobre isso que nos importa mensurar as consequências, cabe fazer algumas reflexões, precisando até que ponto, essas influências determinam nossos estados de bem-estar.

É relevante estar atento às armadilhas do consumo, pois somos bombardeados continuamente, pela massa publicitária, que busca nos induzir a acreditar que “ter” é mais importante do que “ser”, e que realizar nossos desejos, mesmo que supérfluos, nos levará ao estado de “felicidade”. Sabemos que numa sociedade de consumo, é preciso criar o gatilho da insaciabilidade.

Também sabemos que nesta sociedade, atender aos apelos do consumo, é entrar no labirinto da sofreguidão, da avidez, “do nada é suficiente"...

Então, vamos tentar alinhar alguns pontos, sobre os quais devemos nos deter, e refletir, procurando alcançar, até onde eles são significativos em nossas vidas. Vamos lá.

Reconhecer que os pensamentos são os agentes que influenciam em nossa qualidade de vida.

Estar consciente de sua capacidade criativa.

Desenvolver um permanente estado de positividade.

Despertar o conhecimento de sua identidade espiritual.

Praticar a meditação, para canalizar energias para a sua mente.

Estar atento às suas atitudes, nas práticas do cotidiano e no convívio com seus próximos.

Praticar o autoconhecimento, o tal “conhece-te a ti mesmo”.

Preserve os seus valores, acima dos seus interesses.

Viva em estado de gratidão pela sua vida.

Assim ficam alguns pontos para servirem de marcos para reflexões, que nos induzirão a alcançar patamares de bem-estar e, por que não de felicidade?

Vale à pena, não nos deixarmos cegar pela rotina, e deixarmos de ver as paisagens, os amores e as alegrias que a vida oferece.

Precisamos estar atentos e gratos, antes que a vida nos ensine a valorizar o que perdemos.

08 de setembro de 2023
Prof. mario moura

A MATURIDADE E A IDOSIDADE


Como podemos conceituar o termo "maturidade"? E por que tal condição associa-se a um determinado momento da vida? 

Essa condição encerra a idéia de um portal, de uma passagem que inova um ciclo, um estado de ruptura com uma certa visão ingênua da vida, em que se gravita em torno de algumas ilusões. Essa ingenuidade se apresenta naquele estado, que vulgarmente denominamos "sonhar acordado".

Maturidade nos leva a idéia de amadurecimento, caracterizado pela soma de experiências vividas ao longo do tempo, e que se transformam em sabedoria existencial, cuja marca indelevel e sua impossibilidade de se transferir  integralmente, mas que se resume em conselhos, e até mesmo provérbios, que são frutos da "sabedoria popular".  

Os provérbios carregam o somatório de uma cultura resumida, muitos deles seculares, e que expressam experiências de muitas vidas. 

Historiadores atentos, encontram nos provérbios rastros de histórias associados muitas vezes a fatos históricos.

Há que se ouvir essa "sabedoria proverbial" em sua essência, e os que assim o fazem, evitam inúmeros tropeços, porque ela é fruto da maturidade de experiências coletivas de um povo.

Maturidade é travessia, longa caminhada, muitas vezes por difíceis trilhas, e o que sinaliza esse estado, é o encontro consigo mesmo, o olhar para dentro de si, olhar sua face no espelho da vida, e perceber que nossas emoções, nossos estados afetivos, nossas atenções, começam a divisar horizontes diferentes. 

Quando começamos a olhar no retrovisor de nossas vidas, procurando entender o caminho percorrido, podemos desconfiar de que ocorreu uma mudança, e que a maturidade chegou devagarzinho, silenciosamente.

É o sinal efetivo de que entramos na maturidade, posto que não se trata de cronologia, mas de amadurecimento espiritual, interior, de correções de rumo, de aceitar novas verdades, de nos tornarmos expectadores, observadores dos movimentos que transformam o tempo e a vida.

Envelhecemos, mas não necessariamente amadurecemos. 

A maturidade é uma conquista, não do mundo, mas de si.

08 de setembro de 2023

prof. mario moura


HISTÓRIAS INSÓLITAS DO BRASIL

INFORMAÇÕES SOBRE A DOENÇA DE ALZHEIMER





A demência e doença de Alzheimer podem compartilhar muitos dos mesmos sintomas, mas os dois nomes não significam a mesma condição. Aqui está o que você precisa saber sobre essas condições para evitar este erro comum.

A demência é uma síndrome, ou um grupo de sintomas que ocorre em conjunto de forma consistente. Não é uma doença específica. O termo “demência” é usado para descrever um conjunto de sintomas que pode incluir perda de memória, dificuldade de pensamento, resolução de problemas, ou problemas com a linguagem. Ela é causada por danos nas células do cérebro, e, porque a doença de Alzheimer ‘destrói’ o cérebro, ela é uma das causas mais comuns da demência.

Tanto quanto 50 a 70% de todos os casos de demência são causados pela doença de Alzheimer. No entanto, outras condições podem também ser a causa, tal como as doenças de Creutzfeldt-Jakob e de Parkinson. Além disso, a demência é muitas vezes erradamente referida como “senilidade” ou “demência senil”, que reflete a crença anteriormente generalizada, mas incorreta, de que o declínio mental grave é parte normal do envelhecimento.

De acordo com a Associação de Alzheimer, os sintomas de demência variam muito e podem incluir fatores como problemas de memória, comunicação e linguagem, perda da capacidade de se concentrar e prestar atenção, dificuldades com o raciocínio e julgamento, e problemas com a percepção visual. No entanto, os diferentes tipos de demência estão associados a diferentes tipos de danos cerebrais.

Além disso, estima-se que 10% das pessoas com demência têm mais do que um tipo de demência, ao mesmo tempo, sendo o mais comum a combinação da doença de Alzheimer com demência vascular.

De acordo com a Associação de Alzheimer, a doença de Alzheimer é um tipo específico de demência causado quando altos níveis de certas proteínas no interior e exterior das células cerebrais tornam difícil para as células do cérebro se manterem saudáveis e para se comunicarem umas com as outras. Isto leva à perda de conexões entre as células nervosas, e eventualmente à sua morte e à perda de tecido cerebral. Alguns sintomas são: perda de memória, dificuldade em planejar, resolver problemas, completar tarefas domésticas, de lazer ou no trabalho, confusão temporal ou de localização, dificuldade de compreender imagens, dificuldade com as palavras no falar e escrever, colocar coisas em lugares diferentes, redução da habilidade de julgamento/tomada de decisão, mudança de personalidade e humor.

Aqui está a grande diferença entre a doença de Alzheimer e demência — quando um indivíduo é diagnosticado com demência, ele é diagnosticado com base em seus sintomas, sem realmente saber o que está por trás dos sintomas. Na doença de Alzheimer, a causa exata dos sintomas é compreendida. Além disso, a doença de Alzheimer ainda não parece ser reversível, enquanto que alguns tipos de demência, tais como aqueles causados por problemas nutricionais ou interação com alguma droga, podem ser revertidos.

08 de setembro de 2023
Traduzido por Essentia Pharma


“As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essentia.”

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

SOBRE A SOLIDÃO E A IDOSIDADE (ARTIGO PARA A SENIUM)

 SOBRE A SOLIDÃO E A IDOSIDADE

A medida que o tempo nos cobra os anos, e a vitalidade declina, e os cuidados com a vida aumentam, chegamos ao novo ciclo da vida: a idosidade.

É natural que o tempo nos leve para novos estágios da existência. É um fato biológico que acomete a todos os organismos vivos, porque a vida é finita, mesmo que gandiosa, mesmo que fantastica, mesmo que deslumbrante, ela é finita.

Mas não é uma tragédia, e olhar o grandioso mistério da vida, admirar-se com a beleza de um universo infinito, nos proporciona a alegria de estarmos aqui e agora, como diziam os romanos "hic et hoc", saber que temos a consciência dessa grandeza, e sobretudo, que pertencemos a essa grandeza, nos dá o sentimento de "pertencimento", que nos integra a todos os seres vivos.

Alcançamos um alto padrão tecnológico, e aquele pequeno aparelho celular nos integra no mundo, nos leva a todos os países, a todos os lugares, a todas as paisagens e a todas as pessoas, mesmo que não as conheçamos pessoalmente, esse novo meio de integração nos aproximam virtualmente, quase magicamente.

Gosto de olhar essa tecnologia, como mágica! Um objeto que cabe na palma da mão, nos leva a viagens fantásticas, e para qualquer lugar que queiramos ir.

E a solidão do idoso? A solidão do idoso acabou. Ele tem o mundo na palma da mão!! Com apenas um dedo, ele saí voando no seu tapete mágico. Pode jogar uma partida de xadrez com um alemão, que está em sua varanda em Berlim, e ele num banco de praça, debaixo de uma árvore frondosa, dando seus lances. 

Como um homem medievo, poderia sonhar com algo tão fantástico? Se falo inglês, posso me comunicar com uma comunidade em Londres, interessada em astronomia. Vou bater um papo sobre as últimas novidades astrofísicas..

Quer bater um papo com o seu amigo que mora em outro Estado? Simples como água! Usa o dedo indicador e já está dando bom dia ao amigo!!

Solidão? Coisa do passado. Essa tecnologia baniu a solidão!! Nada de depressão por solidão! O idoso conquistou o mundo. Ele e todos os que têm esse pequeno objeto que cabe na palma da mão! Claro que não se esgota aqui o problema da solidão, na idosidade.

A solidão? Que solidão?? O idoso conquistou o seu tapete mágico, e agora está acima do bem e do mal.

08 de setembro de 2023

prof. mario moura

terça-feira, 5 de setembro de 2023

DISCRIMINAÇÃO ETÁRIA


O que é ETARISMO?

Também conhecida como ageísmo, ou idadismo, é um estereótipo, um olhar preconceituoso, direcionado às pessoas ou grupos de pessoas, que integram a idosidade, ou o que se convencionou chamar, eufemisticamente, de “melhor idade”.

É um conceito discriminatório, que exclui os idosos das atividades produtivas, culturais e sociais, colocando-os num segmento de incapazes para o exercício ativo do trabalho.

Esse clichê manifesta-se de variadas maneiras, insidiosas, numa abordagem ao idoso, com piadas de mau-gosto e ofensivas.

O etarismo é um processo segregacionista, excludente, que inviabiliza o idoso de integrar a sociedade, isolando-o em guetos, retirando dele, o direito de acesso às novas tecnologias, que ocupam cada vez mais o espaço, não apenas do trabalho, mas da vida cotidiana, que gradualmente torna-se digital.

O etarismo obedece a padrões sociais preconceituosos, que valorizam a produtividade associada a juventude, não levando em conta a experiência acumulada e a capacidade de responder com segurança aos desafios das grandes transformações em andamento.

Interessante especular sobre a origem desses nomes: etarismo, idadismo e ageísmo.

Apenas uma questão de nomenclatura, pois significam a mesma coisa: preconceito e discriminação voltados à pessoa idosa. Aplica-se também ao jovem, em determinadas situações.

O termo original vem do inglês ageísmo (age, idade), é a forma aportuguesada de falar o vocábulo original.

No Brasil prevaleceu o termo “etarismo”, que se origina do latim “aetas”, idade, e deriva da palavra “etário”.

Atualmente, a preferência tem sido a tradução literal do inglês como “idade”, daí o termo “idadismo”.

Observe-se que o gerontologista americano Robert Butler, em 1969 caracterizou tal preconceito, como um crime semelhante ao racismo, machismo etc.

O termo etarismo já consta do novo Dicionário da Língua Portuguesa, da Academia de Ciências de Lisboa, como resultado da luta do Movimento STOP IDADISMO.

O novo termo ainda não consta dos dicionários brasileiros, mas foi celebrado como uma vitória contra qualquer preconceito baseado na idade.

Etarismo, ageísmo ou idadismo, identificam-se com o rançoso preconceito da idade, mas que vem sendo fortemente combatido pela sociedade.

05 de setembro de 2023
prof. mario moura

ENTRE DOIS MUNDOS


Vivemos um tempo de grandes e rápidas mudanças, mas nada assustador, que nos impeça, e quando digo nós, refiro-me aos -idosos, que hoje integramos um contigente expressivo da sociedade.

As tecnologias médicas desenvolveram recursos que permitiram a nós, idosos, a oportunidade de assistir às intensas transformações que ocorrem no mundo, no qual continuamos como espectadores, com a vantagem de poder avaliar essas mudanças, comparando-as com as crenças, valores e costumes de um tempo, do qual somos memórias vivas, que de uma forma ou de outra, sobrevivem e impregnam a raiz dos novos tempos.

Temos assim o poder de dimensionar tais transformações, que nos possibilitam intuir o futuro.

Como memórias de uma geração, carregamos a experiência do passado, no tempo presente.

Somos observadores privilegiados. Vivemos magicamente entre dois mundos, e integramos uma parcela significativa da sociedade, em seus diversos níveis, cultural, social e econômico.

Somos construtores dos tempos atuais, pioneiros que edificaram os pilares que sustentaram a unidade social, empreenderam pesquisas e construíram o espírito da nacionalidade, através dos grandes intelectuais.

Para tanto, bastar levantar estatísticas, e lá surgiremos como contribuintes expressivos, detentores dos saberes existenciais e de conhecimentos específicos, capazes de aportar soluções, e apontar caminhos nos intrincados labirintos do moderno mercado dos negócios.

Creio que podemos nos orgulhar de aqui estarmos, jogando no time dos idosos e marcando o nosso gol de placa.

05 de setembro de 2023
Prof. Mario Moura

BOM DIA!

                                  

                                               05 de setembro de 2023

ENVELHECIMENTO, FAMÍLIA E VÍNCULOS SOCIAIS




Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada.” - Reinvenção (Cecília Meireles, 1972)

O Brasil passa por um processo de envelhecimento populacional nas últimas décadas, decorrente da transição demográfica e epidemiológica particularmente acelerada no país. Desde as últimas décadas do século XX, observa-se a redução da fecundidade e da mortalidade, acarretando grande transformação da estrutura etária. Em 2011, a população de idosos (60 anos e mais) no Brasil representava 11% da população total, passando para 14,8% em 2022, com projeção de 16,2% para 2025. Estima-se que, em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre 0 e 14 anos. (OPAS, 2022)

Se por um lado, temos um menor número de membros em cada geração como resultado da baixa taxa de natalidade, por outro, com o aumento da longevidade, observamos a existência de várias gerações da mesma família. Dessa maneira, aumentam o número de avós e o número de anos que uma pessoa vai viver como avô/avó. É habitual nos dias de hoje compartilhar a vida adulta dos netos, criando novas modalidades vinculares de solidariedade mútua, em que frequentemente estes se transformam em seus cuidadores e/ou exercem uma função mediadora quando existem conflitos com a geração do meio (FREITAS, 2022).

O contexto familiar representa, pois, um elemento fundamental para o bem-estar dos idosos, que encontram nesse ambiente apoio e intimidade para as diferentes situações com que se deparam, relações que asseguram um espaço de pertencimento com os familiares. A família contemporânea vem sofrendo transformações em relação ao surgimento de novos papéis e a longevidade tem proporcionado a convivência intergeracional, encontrando-se até quatro gerações em uma mesma residência. Esse panorama demonstra que a família, apesar das mudanças frente a diversas situações, continua sendo um local de extrema importância para nutrir afetos e proteção aos idosos (ARAÚJO, 2012).

Essa convivência intergeracional será facilitada se os aspectos positivos dos vínculos forem privilegiados: compreendendo a situação familiar e a falta de redes de apoio social; tentando sempre vencer os preconceitos mútuos; minorando a ideia de encargo, que pode ser substituída pela de patrimônio; aprimorando a noção de cuidado, incluindo a reciprocidade e a solidariedade. Por intermédio da possibilidade de amor pelo neto, o idoso redescobre esse sentimento em si. (FREITAS, 2022)

Assim, os vínculos que os idosos estabelecem no decorrer da vida são formados pelo grupo familiar, e por amizades na comunidade onde moram. Essas relações propiciam uma sensação de pertencimento e esse fator tem sido reconhecido como aspecto fundamental para um envelhecimento com qualidade de vida. Essas redes de apoio ajudam os idosos durante seu processo de envelhecimento, assegurando maior autonomia, independência, bem-estar e saúde (TRIADÓ & VILLAR, 2007).

Segundo Triadó e Villar (2007), as amizades constituem um importante apoio social e são fundamentais também pela faixa etária comum, indicando experiências de vida parecidas, recordações, opiniões e valores similares. Essas amizades são relações livres, voluntárias, baseadas na reciprocidade e no afeto, diferenciando, assim, das relações familiares, que são essenciais ao sujeito. Construir relações de amizade na velhice não é uma tarefa simples, devido à possível limitação do idoso ao convívio familiar e às perdas dos iguais. Quando transcendem a família, os relacionamentos se ampliam, enriquecendo e oportunizando formas diferentes de viver. (ARAUJO, 2012)

Em contrapartida, o apoio social inadequado está associado não apenas a um aumento de mortalidade, morbidade e problemas psicológicos, mas também a uma diminuição na saúde e bem-estar em geral. O rompimento de laços pessoais, solidão e interações conflituosas são as maiores fontes de estresse, enquanto relações sociais animadoras e próximas são fontes vitais de força emocional. (GIRONDA & LUBBEN, 2003)

Recentemente, o convívio social frágil foi relacionado como um dos fatores de risco “modificável” para demência, ao lado do consumo excessivo de álcool, traumatismo cranioencefálico (TCE), poluição do ar, baixa escolaridade, hipertensão arterial, deficiência auditiva, tabagismo, obesidade, depressão, sedentarismo e diabetes. (LIVINGSTON et al., 2020)

Dessa forma, a interação social, associada ao controle dos fatores de risco anteriormente descritos, pode contribuir para evitar ou retardar o aparecimento de alterações cognitivas, além de manter a mobilidade e autonomia dos idosos, estimulando a prática de atividade física regular; e fortalecer laços afetivos, proporcionando momentos felizes e prazerosos.

O direito de o indivíduo usufruir de um bem-estar pessoal deve estar presente em qualquer faixa etária. O idoso conquistando espaços sociais conscientiza a sociedade para o envelhecimento como continuação e consequência de um modo de vida anterior. No âmbito familiar, ele desempenha papel preponderante, sendo fundamentais ações que estreitem vínculos e almejem uma qualidade de vida para todos. (FREITAS, 2022)

29 de julho de 2022
Tatiana Elias de Pontes
Especialista em geriatria 

REFERÊNCIAS:
ARAUJO, C.K. et al. Vínculos Familiares e Sociais nas Relações dos Idosos. Revista Jovens Pesquisadores, Santa Cruz do Sul, n. 1, p. 97-107, 2012.

Estratégia de Cooperação do País 2022-2027 (Brasil). Organização Pan-Americana da Saúde, 2022.

FREITAS, E. V. Tratado de geriatria e gerontologia / Elizabete Viana de Freitas, Ligia Py. 5. ed. Rio de Janeiro :Guanabara Koogan, 2022.

GIRONDA, M. & LUBBEN, J. Preventing loneliness and isolation in older adulthood. 2003. In: Envelhecimento ativo: uma política de saúde / World Health Organization; tradução Suzana Gontijo. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005.

LIVINGSTON, G. et al. Dementia prevention, intervention, and care: 2020 report of the Lancet Commission. Vol 396 August 8, p. 413-446, 2020.

TRIADÓ, C; VILLAR, F. (Org.). Psicología de la vejez. Madrid: Alianza Editorial, 2007

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1 Especialista em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Mestrado Profissional em Tecnologias e Atenção à Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Coordenadora da equipe de Geriatria e do Programa de Residência Médica em Geriatria da Prevent Senior.